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PONTOS TURÍSTICOS / PONTO TURÍSTICO ESCOLHIDO

Estação Ferroviária
  » Histórico

A estação de Santa Mariana, aberta nos anos 30, foi o início da vila que se tornou município em 1947. Como se pode ver pelas fotos, o prédio da estação daquela época era diferente do atual, hoje abandonado. "Meu pai nos criou pilotando um FNM pelo chão paranaense, quando o asfalto ia até Cambará, apenas. Naqueles anos, ele e os demais motoristas de Palmital se afundavam pelo Paraná em busca de madeira, lotavam os caminhões e seguiam para Brasília, em construção. A viagem de ida e volta durava até um mês, pois quando chovia a terra roxa virava cola, e a caminhãozada atolava até os eixos. Chegavam a ficar semanas na mesma poça, e até fome passavam. Wagner Canhedo (aquele, da VASP...) passou fome junto, com o Fordinho enroscado. Por isso ele foi junto comigo naquela viagem em novembro : relembrar um pouco os lugares antes passados. O mais gozado foi entrar nas cidades do caminho. Ele ia falando : "Entra aqui, vira ali, a estação é do outro lado...". Santa Mariana era uma delas. E isso em cada cidade, pois carregaram algodão, café, madeira e o raio a quatro que se produzia naquele Paraná de fronteira dos anos 60.

Hoje tão perto, tudo asfaltado, perdeu-se o clima de aventura que havia então. No geral, a mesma cena: abandono e desolação." (Douglas Razzaboni, junho de 2001) Em 2000, seu pátio já não tinha mais nenhum desvio além da linha principal. A estação serve como moradia e está bastante deteriorada (2005)."Estive na cidade de Santa Mariana no mês de Junho de 2.005, visitando meus avós, e aproveitei para rever também a estação ferroviária. Pude ver pessoalmente o quão destruída ela está, mas pude experimentar a sensação de uma volta ao passado. Lembrei-me das duas únicas ocasiões em que viajei de trem por um longo percurso. Foi no ano de 1.980, eu estava com aproximadamente 06 anos, e eu e minha avó embarcamos no trem na Estação Júlio Prestes, num vagão da 2ª classe, com destino ao Paraná. Achei esquisito o trem passar por tantas estações sem parar (eram as estações do trem metropolitano da antiga Fepasa). Não me lembro os nomes das paradas, apenas de uma, por que o passageiro do banco de trás disse "já estamos em Mailasque" e eu achei o nome engraçado. Muitas pessoas usavam o trem e o bilheteiro passava perfurando as passagens, devidamente trajado. Ao amanhecer, com a paisagem na janela, eu me sentia entediado com tanto mato, até chegarmos ao nosso destino, anunciado pelo bilheteiro.

Na volta, quando estávamos na estação, já tarde da noite, e eu cochilando no colo da minha avó, me assustei quando o chefe anunciou a aproximação do trem tocando um sino. Apesar de pequena, a estação era bem arrumada, no alto da cidade, de onde se avistava a torre da igreja matriz. Essas lembranças se tornaram mais fortes ainda quando um trem de carga se aproximava da estação e apitava, advertindo, devido à forte neblina. Foi uma cena muito nostálgica e feliz para mim, que gostava de viajar de trem (mesmo que, numa segunda oportunidade, tenha ido "apenas" até Ourinhos de trem, e de lá de ônibus, pois em 86 já não tinham trens para o Paraná). Nostálgica, porque não vejo grande possibilidade de um dia fazer a mesma viagem, da Júlio Prestes (ou da Barra Funda) até Santa Mariana (ou até Ourinhos), e feliz, porque pude presenciar um trem passando devagar pela plataforma da estação, mesmo sendo de carga. Estou mandando algumas fotos, e nelas até a neblina colaborou para que a imaginação fluísse" (Marcelo O. Machado, de Caraguatatuba, SP, 12/2005). 

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